"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Vontade de falar "eu te amo"
Vontade de falar "eu te amo" sem preocupar-me em ser piegas, em me expor ao ridículo, sem parecer brega.
Gostaria de cantar um rock pauleira falando de amor:
"♫♫ Eu te amo pra caralho ♫♫ foda-se todo o resto♫♫ "
Mesmo assim seria piegas, ridículo e brega.
Bem que o PESSOA falou que "Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas", mas eu vou ainda além, tudo o que envolve amor e amar é ridículo!
Por isso, car@s amig@s, se não quiserem ser piegas, ridículos e bregas não se envolvam em nada que tenha qualquer contato com o tão famigerado amor.
Um brinde aos piegas, ridículos e bregas! Eles, sim, sabem ser felizes.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Para os meus amigos, TROLL's ou não!
Fernando Paranhos, um amigo do Facebook, presenteou-me com este poema que, segundo ele, traduz sua recém descoberta característica TROLL.
Cântico negro (José Régio)
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
domingo, 14 de agosto de 2011
Feliz Dia dos Pais!
Quando falava para o meu filho, João Francisco, que ele precisava comer verduras e legumes, ele respondia:
-Comer verduras e legumes? Eca, que nojo!
Depois de mostrar-lhe na TV uma reportagem sobre a apendicite, que falava, entre outras coisa, de como a alimentação pobre em fibras pode causar o aparecimento da doença, ele hoje pede para eu comprar verduras e legumes.
Esse é o meu rebento, curioso, inteligente, inquieto, inventivo e, às vezes, muito mala sem alça.
Não sei como passei trinta e cinco anos de minha vida sem ele!
Sem acordar com um aviãozinho pousado em minha testa e, ao abrir os olhos, me deparar com um sorriso de anjo peralta.
Sem conversar ao telefone tendo uma pessoinha ao lado fazendo som de sirene de ambulância.
Sem tropeçar em brinquedos espalhados por toda a casa.
Sem passar horas montando bloquinhos.
Sem ter de responder perguntas do tipo:
-Pai, porque você tem pêlos no corpo e eu não tenho? Você vai virar um lobisomem?
Sem tentar dormir e não conseguir, pois alguém está fazendo cócegas em mim.
Sem acorda cedo e seguir na direção da escolinha.
Sem alguém esperando eu botar o lixo para fora, fechar o portão, escovar os dentes e apagar as luzes, só para ouvir uma historinha, conversar ou brincar mais um pouquinho antes de dormir.
Sem ouvir as batidas de um coraçãozinho que faz o meu coração bater no mesmo compasso.
Sem ver aquele sorriso lindo que ilumina a minha alma.
Finalmente compreendo o jeito que minha mãe me olhava, com aquele olhar úmido e brilhante.
Ao longo desses cinco anos, palavras como amor, preocupação, alegria e realização tomaram uma nova dimensão para mim.
Hoje eu sei o que é sentir o meu coração pulsar fora do meu corpo.
domingo, 31 de julho de 2011
Cametá é dez!
Acabei de voltar de dez dias de férias em Cametá, cidade que fica no nordeste do estado do Pará, terra natal de minha esposa e filho. Tenho um irmão e uma irmã casados com cametaenses, desde criança visito a cidade periodicamente. Estou postando algumas fotos, mas antes vou escrever um pouco sobre a minha querida Pérola do Tocantins.
HISTÓRIA:
O município de Cametá foi fundado em 1620, pouco tempo depois de Francisco Caldeira Castelo Branco ter aportado em Nossa Senhora de Belém do Grão-Pará (atual Belém), em 1616. O autor da fundação foi o frade Capuchinho Cristóvão José, que chegou ao lugar à época habitado pelos Camutás. Os índios ao invés das tradicionais malocas, habitavam em casas instaladas nos topos das árvores. Por causa desse costume, o historiador Carlos Roque afirmou, em uma de suas obras, que o significado literal de Cametá é “degrau no mato”.
LOCALIZAÇÃO:
O município de Cametá está localizado às margens do Rio Tocantins, por cerca de 3 km de extensão.
A cidade de Cametá limita-se ao norte com o município Limoeiro do Ajurú, ao sul com Mocajuba, ao leste com Igarapé Mirim e ao oeste com Oeiras do Pará. DISTÂNCIA DE BELÉM : 150 km em linha reta da capital paraense.
COMO SE CHEGA:
Chega-se à cidade de Cametá fazendo um singular passeio entre o rio e a floresta, a viagem é alternada entre barco e ônibus ou somente barco, dura aproximadamente 4 horas. Ou quem preferir ir de carro, tem que pegar 3 balsas pois a cidade fica do outro lado do rio tocantins.
Cametá também dispõe de um aeroporto, recentemente, revitalizado, mas que só é disponível para vôos fretados. Ainda não existe um serviço regular de transporte aéreo para a localidade.
Cametá também dispõe de um aeroporto, recentemente, revitalizado, mas que só é disponível para vôos fretados. Ainda não existe um serviço regular de transporte aéreo para a localidade.
CULTURA:
A cidade de Cametá, além de estar cercada pela bela natureza amazônica e ter um povo simpático e hospitaleiro, possui uma grande riqueza cultural. A cultura cametaense é marcada pela mistura de várias etnias: indígena, francesa, portuguesa, e tais influencias são nitidamente visíveis no jeito de ser cametaense que chama a atenção: a forma de falar, cantar, dançar ou vestir.
A própria culinária cametaense apresenta-se sob a forma de pratos tipicamente indígenas como o saboroso “mapará com açaí” ou ainda a torta de camarão e a sopa de “aviú”, um minúsculo camarão. E depois de uma maravilhosa refeição e um cochilo na rede é só esperar pelo tacacá das 17h, que já é tradição pelas ruas da cidade Pode-se dizer, ainda que Cametá é marcada pelo forte catolicismo devocional ou popular, baseado nas devoções aos santos, sendo os mais conhecidos: São João Batista (padroeiro da cidade), São Benedito, Nossa Senhora das Mercês, Santa Rita de Cássia, entre outros.
Muitos aspectos colocam a cidade de Cametá como uma grande opção turística no estado e não são apenas os atrativos naturais de suas praias ou as belezas da cidade que tornam a visita obrigatória por quem deseja conhecer o que há de melhor no Pará. Dois grandes eventos da cultura popular cametaense, pelo menos, “arrastam” para essa cidade milhares de pessoas todos os anos: o carnaval e as festas juninas. Apesar das influências do resto do país, o cametaense não cansa de se nutrir do gosto das coisas da terra, a sua essência, que não lhe deixa partir.
CURIOSIDADES:
A cidade de Cametá teve o papel destacado, durante todo o movimento da Cabanagem, foi de Cametá que o Dr. Ângelo Corrêa, foi a Belém, atendendo ao chamado do Governo Cabano chefiado por Antônio Vinagre, para assumir a presidência da província, após uma série de desentendimentos, não pôde assumir o governo. E retorna a Cametá onde toma posse do cargo perante a Câmara Municipal. Assim, por um breve período, Cametá foi a sede do Governo da Província. Convém ressaltar que o Município sempre teve destacado papel na história do Pará.
Nas últimas décadas o Município passou por alguns ciclos econômicos, daqueles típicos da Amazônia. Assim, se favoreceu bastante dos ciclos da borracha e do cacau, mas o último com bastante importância foi a época da pimenta-do-reino, embora não caracterizada como tal. Esses ciclos favoreceram algumas melhorias nas condições de vida da população.
Apesar da cidade de Cametá ter sido declarada Patrimônio Histórico Nacional poucos são os benefícios advindos disto.
Fonte: http://cametaonline.comFOTOS DA VIAGEM
Como eu fui de ônibus, peguei 2 balsas e uma lancha. Então tirei algumas fotos no caminho, essas são da região das ilhas, famílias ribeirinhas.
Chegando de lancha à cidade, essa é a visão da praia da aldeia, fica no bairro da aldeia em Cametá
Quando desembarquei em Cametá, já estava anoitecendo, na manhã seguinte fui logo para a Praia da Aldeia, a mesma praia da qual fiz as fotos quando chegava de lancha, e que estão postadas ai em cima.
Agora no centro histórico da cidade
Grupo Escolar D. Romualdo de Seixas
Construção de 1899, inaugurado em 1905
Praça João Pessoa, também conhecida como Praça dos Notáveis
Catedral de São João Batista. Construção neoclássica de 1757. Localizada na Praça dos Notáveis
Na Praça João Pessoa, em frente à Catedral de São João Batista, encontra-se um monumento que explica a razão pela qual a cidade é conhecida como “Terra dos Notáveis”. Trata-se dos bustos de nascidos no município que marcaram a história e a política da cidade, do Pará e do Brasil: Cônego Siqueira Mendes, Ângelo Custódio, Padre Prudêncio, Deodoro de Mendonça, dentre outros.
Igreja de Nossa Senhora das Mercês. Em estilo Barroco, foi construída no século XIX como pagamento de uma promessa. Localizada na Praça Joaquim Siqueira.
Ao lado encontra-se o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Antigo Convento das Mercês. Construção de 1942, feita pelas Irmãs de Caridade da Ordem Religiosa de São Vicente de Paula.
Orla da cidade
Outro navio afundado, no total são três
Indo para Cametá Tapera
Com a luz do sol a favor, as fotos ficam bem melhores
Depois de tomar AÇAÍ com mapará em Cametá Tapera, nada melhor que um cochilo na rede às margens do Rio Tocantins
Logo em seguida, com as energias recarregadas, é hora de ir para a Praia do Roque
Sombra, água fresca e uma cervejinha gelada
Porém, sem me descuidar do meu futuro campeão de natação
O que foi? Depois de uma semana de AÇAÍ, vocês queriam o que?!
Esta é a visão que temos quando olhamos pela janela da casa do meu cunhado
Uma imagem simples de uma coisa igualmente simples, porém de grande utilidade para quem mora as margens dos rios da Amazônia
Um socó boi resolveu nos visitar. De noite ele emite um som parecido com um mugido, daí o nome
Na manhã da despedida, quando esperávamos pelo barco que iria nos levar de Cametá Tapera até a cidade de Cametá, para pegarmos a lancha que nos levaria ao ônibus para Belém, o sol se apresentou mais lindo que nunca
Meu cunhadão, triste com a despedida, ao lado das bolsas e valises. Sendo que, entre tudo isso, não poderia faltar uma cuba de isopor, lacrada com fita crepe, cheia de polpa de cupuaçu congelada, que foi carinhosamente guardada durante quatro meses
Cametá, até janeiro 2012!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Corda bamba
Planta do pé na linha do horizonte
Corda bamba
Equilíbrio entre o sonho e a realidade
Com rede de segurança
Acalanto a esperança no embalo de uma saudade
Acalanto a esperança no embalo de uma saudade
Plantei o pé no horizonte
| Nascer do sol às margens do Rio Tocantins, Cametá Tapera - Pará |
Plantei o pé no horizonte
Busquei os sonhos na fonte
De onde nascem os anseios
Na rede embalei saudades
Na sombra de duas arvores
Nasceram mil devaneios
Lavei as dores no rio
Uma lagrima sutil
Misturou-se com as águas
Tocantins, querido amigo
Obrigado por comigo
Seres sempre solidário
Nas profundezas de ti
Guardaste sem repeli
Minhas tristezas e mágoas
À beira de um barranco
Recebi teu acalanto
E esse amor tão necessário
Cametá, desde criança
Renovas a esperança
Em meu peito calejado
Obrigado, minha querida!
Por nesses caminhos da vida
Tanto me teres amado
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Multi funcionalidades
Há alguns(muitos) anos eu não sabia andar, então precisei aprender.
Quando começava a dominar a função andar, precisei aprender a função correr.
A vida cobra nossa multi funcionalidade todos os dias.
Hoje estou pretendendo aprender a função voar.
Mas enquanto não consigo, vôo na imaginação,companheira solidária, e nas palavras, amantes dos poetas.
Elas sempre me dão asas e um amplo céu de possibilidades.
Quando começava a dominar a função andar, precisei aprender a função correr.
A vida cobra nossa multi funcionalidade todos os dias.
Hoje estou pretendendo aprender a função voar.
Mas enquanto não consigo, vôo na imaginação,companheira solidária, e nas palavras, amantes dos poetas.
Elas sempre me dão asas e um amplo céu de possibilidades.
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