"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Povo Brasileiro

"O Povo Brasileiro" é uma obra do antropólogo Darcy Ribeiro, lançada em 1995, que aborda a história da formação do povo brasileiro.

Darcy Ribeiro descreve no livro que: "[...] Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instilada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria." "A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista." (1995, p.120)


E diz ainda: Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças. Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino.

O Povo Brasileiro 


Matriz Tupi

01



02



03




Matriz Lusa
01


02



03




Matriz Afro

01



02



03




Encontros e Desencontros

01



02



03




Brasil Crioulo

01



02



03




Brasil Sertanejo

01



02



03




Brasil Caipira

01



02



03




Brasil Sulino

01



02



03




Brasil Caboclo

01



02



03




Invenção do Brasil

01



02



03


domingo, 17 de abril de 2011

Contos da Resistência

O objetivo da série de documentários é esclarecer fatos políticos dos 20 anos de ditadura militar, iniciada em março de 1964, explicar como se davam as ações de poder e dominação do governo central, e como o Congresso foi, ao mesmo tempo, núcleo de resistência e caixa de ressonância dos desejos dos militares daquela época.



O primeiro episódio de Contos da Resistência retrata a atuação de estudantes e da Igreja contra a ditadura militar. Relatos emocionantes de presos políticos e vítimas do regime marcam o documentário.

Fonte: TV Câmara, 24.03.2004
http://www2.camara.gov.br/tv/materias/CONTOS-DA-RESISTENCIA/162937-EPISODIO-1...




O segundo episódio da série Contos da Resistência enfoca as relações políticas entre Congresso Nacional e governos militares.

Fonte: TV Câmara, 24.03.2004
http://www2.camara.gov.br/tv/materias/DOCUMENTARIOS/162962-CONTOS-DA-RESISTEN...





O terceiro episódio trata da resistência nas artes e na imprensa no período da ditadura militar que vai de 1968 a 1979. Este período foi marcado principalmente pelo anúncio do Ato Institucional nº 5, o AI-5. Com ele se decretou a censura prévia em jornais, revistas, emissoras de TV e também nos espetáculos culturais de música, teatro, entre outros.

Fonte:  TV Câmara, 24.03.2004
http://www2.camara.gov.br/tv/materias/DOCUMENTARIOS/163038-CONTOS-DA-RESISTEN...




O quarto episódio da série conta como operários e líderes sindicais da região do ABC Paulista resistiam à falta de liberdade e se organizavam por melhores salários e condições de vida. O programa mostra a trajetória dos metalúrgicos: da alienação política à campanha pelas eleições diretas em 1984 e como a batalha por melhores salários resultou na luta pela redemocratização do Brasil. Histórias dramáticas e curiosas de operários anônimos e líderes reconhecidos.

Fonte: TV Câmara, 24.03.2004

http://www2.camara.gov.br/tv/materias/DOCUMENTARIOS/163201-CONTOS-DA-RESISTEN...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Depoimentos: Amor e Revolução

Postarei os depoimentos exibidos na novela "Amor e Revolução" do SBT.
É muito importante a divulgação dessas informações, para que essa parte triste da história recente do Brasil não seja esquecida.
É preciso valorizar a liberdade que foi conquistada com o sacrifício de muitos, e estimular a luta por direitos ainda negados ao cidadão.

Depoimento 01





Depoimento 02







Depoimento 03







Depoimento 04






Depoimento 05







Depoimento 06







Depoimento 07







Depoimento 08

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ONG irlandesa lança vídeo anti bullying homofóbico

Fiquei sabendo deste vídeo pelo Blog do meu amigo Tony Leão, que por sua vez soube através do Blog do Ivanzito, a quem dou os créditos das informações abaixo.

É obrigação de tod@s nós entramos nesta campanha:


A ONG irlandesa BeLonG To lançou um fantástico vídeo que faz parte da campanha Stand Up! eles encontraram uma maneira sutil de passar a mensagem para estimular adolescentes a encarar de frente e a defender os amigos que sofrem com o bullying homofóbico.



BeLonG To é uma organização para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) jovens, com idades entre 14 e 23. "Acreditamos que jovens LGBT precisam ser respeitados e tratados na mesma base como todos os outros jovens, e que quando eles são seguros e apoiados em suas famílias, escolas e sociedade em que irão prosperar como cidadãos saudáveis ​​e iguais."

Hoje discutimos a inclusão homossexual e o fim dos preconceitos, assim como no passado fizeram os abolicionistas pelo fim da escravidão e as mulheres pelo direito de se escolarizarem e trabalharem. O fim da homofobia é a grande bandeira do século XXI e com certeza ainda terá um longo caminho. Lá na frente jovens ficarão horrorizados com esses "tempos modernos" de agora, assim como ficamos hoje quando sabemos que negros e índios eram escravizados, pois se achava que eles não tinham alma.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Para os meus amigos

Todos conhecem a seguinte expressão: "Qualidade é melhor que quantidade". Eu concordo! Pois tenho grande orgulho dos poucos, porém fiéis, amigos que tenho.
Independente de quantas pessoas você adicionou(ou foi adicionado) no Orkut, Face Book e outras redes sociais, das outras tantas com quem se relaciona fora do mundo virtual, amigo de verdade é coisa rara.
Esse poema de Camilo Castelo Branco retrata com um certo humor essa relação que temos com as pessoas a quem chamamos de amigos:


" OS AMIGOS "

Amigos, cento e dez, ou talvez mais, 
Eu já contei. Vaidades que eu sentia: 
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais!

Amigos, cento e dez! Tão serviçais, 
Tão zelosos das leis da cortesia 
Que, já farto de os ver, me escapulia 
Às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente. Ceguei. 
Dos cento e dez houve um somente 
Que não desfez os laços quase rotos. 

Que vamos nós (diziam) lá fazer? 
Se ele está cego não nos pode ver. 
- Que cento e nove impávidos marotos!



Camilo Castelo Branco
(1825 - 1890)

sábado, 9 de abril de 2011

A benção minha velhinha!

Quando eu era criança muitas vezes acordava no meio da noite em pânico, levantava e ia olhar minha mãe, ficava observando e só me acalmava quando via o movimento de sua respiração. Não sei se isso acontece com outros filhos, mas freqüentemente tinha pesadelos em que ela morria, e então eu acordava chorando. Quando constatava que ela estava ali, dormindo, sã e salva, me dava um alívio, uma sensação de felicidade.
Há exatamente um mês o meu pior pesadelo tornou-se realidade. Acordei e fui verificar a respiração dela, mas não havia mais respiração. A vida deixou o seu corpo durante o sono.
Não posso me queixar da vida e nem da morte. Elas concederam-me bastante tempo para que pudesse me despedir e aproveitar ao máximo a companhia da pessoa mais importante e mais querida para mim.
A insuficiência cardíaca congestiva, doença que a levou, foi aos poucos paralisando seu coração que foi perdendo as forças. Durante seis anos conseguimos controlar os sintomas com o uso de vários medicamentos. Foram muitos sustos, idas e vindas de hospitais onde ela ficava internada até que se controlasse a crise, noites de sono em que eu ficava segurando sua mão, fazendo massagem em suas costa e dizendo que tudo ia ficar bem, assim como ela fazia comigo quando eu era criança e adoecia.
Felizmente, apesar das várias crises que teve por conta da doença, na maior parte do tempo ela estava bem, levava uma vida tranqüila.
Apesar de eu racionalizar, o meu coração dói muito. Mesmo sabendo que todos teremos de ir e que ela foi de forma tranqüila, sem sofrimento, o fato é que é muito difícil separar-se de alguém que se ama tanto.
Eu não sei, ao certo, quando foi que eu deixei se ser seu filho para ser seu pai. Os papeis se inverteram e quando me dei conta estava lhe dando comida na boca, escovando seus dentes, dando banho (perdemos a vergonha um do outro), pois nem sempre havia uma mulher em casa para fazer determinadas coisas que um filho fica com vergonha de fazer.
Essa convivência com ela foi o que ficou de mais precioso para mim, mas também é o que me causa mais dor. Lembro dela vinte e quatro horas por dia, a vejo em todo lugar, ouço a sua voz me chamando.
Quando saio para o trabalho sinto falta de pedir-lhe a benção, momento em que ela segurava a minha mão e perguntava que horas eu voltaria, se eu iria jantar no serviço, para só depois beijar a minha mão e me abençoar.
Quando chego em casa me dá um vazio, pois ela não está ali para eu beijar e abraçar.
Na hora de dormir fica a falta dela perguntando se eu havia trancado as portas, se não tinha louça na pia.
Talvez para sentir-me um pouco mais perto dela, antes de dormir, depois de abençoar o meu filho e beijar a minha mulher, eu ainda falo:
-A benção minha velhinha!
Sei que com o tempo a dor da saudade vai diminuir, mas sei também que eu nunca mais serei plenamente feliz, pois o vazio que ela deixou nunca será preenchido.
Quando planejo fazer algo que não poderia fazer quando ela estava viva, pois tinha que cuidar dela, o meu coração aperta e eu perco o animo, mais sei que a vida tem que continuar e eu tenho que pensar no meu filho.
Se eu for para o meu filho dez por cento do que a minha mãe foi para mim, tenho certeza que serei um excelente pai.