Apenas nos iludimos pensando ser donos das coisas,
dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada,
apenas a ilusão de que tudo
podia ser meu para sempre.
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Seres Alados
Ah!
Esses seres que,
com os movimentos de suas asas,
deslocam o ar que nos direciona rumo a felicidade.
Esses seres humanamente místicos a quem chamamos de amigos.
Esses seres que,
com os movimentos de suas asas,
deslocam o ar que nos direciona rumo a felicidade.
Esses seres humanamente místicos a quem chamamos de amigos.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Para os meus amigos
Todos conhecem a seguinte expressão: "Qualidade é melhor que quantidade". Eu concordo! Pois tenho grande orgulho dos poucos, porém fiéis, amigos que tenho.
Independente de quantas pessoas você adicionou(ou foi adicionado) no Orkut, Face Book e outras redes sociais, das outras tantas com quem se relaciona fora do mundo virtual, amigo de verdade é coisa rara.
Esse poema de Camilo Castelo Branco retrata com um certo humor essa relação que temos com as pessoas a quem chamamos de amigos:
" OS AMIGOS "
Amigos, cento e dez, ou talvez mais,
Eu já contei. Vaidades que eu sentia:
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais!
Amigos, cento e dez! Tão serviçais,
Tão zelosos das leis da cortesia
Que, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.
Um dia adoeci profundamente. Ceguei.
Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.
Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego não nos pode ver.
- Que cento e nove impávidos marotos!
Camilo Castelo Branco
(1825 - 1890)
Eu já contei. Vaidades que eu sentia:
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais!
Amigos, cento e dez! Tão serviçais,
Tão zelosos das leis da cortesia
Que, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.
Um dia adoeci profundamente. Ceguei.
Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.
Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego não nos pode ver.
- Que cento e nove impávidos marotos!
Camilo Castelo Branco
(1825 - 1890)
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