"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

sábado, 28 de abril de 2012

Curso - O Método em Marx

O Professor José Paulo Netto ministrou, em 2002, o Curso "O Método em Marx" na pós-graduação em Serviço Social da UFPE.
O Curso foi gravado originalmente em Fitas VHS. A versão para DVD, dos 5 dias de aula (manhã e tarde), resultou em 2 DVDs por aula, num total de 10 DVDs.
Para que o curso pudesse ser baixado via Internet, os DVDs foram comprimidos com o Nero V.7.
Para assistir às aulas (arquivos de midia MPEG4) pode-se utilizar o Nero Show Time. Ou o VLC (gratuito):

É necessário, portanto, que a ordem das aulas/dvds seja respeitada. Caso contrário, como nos "alertou" um espirituoso amigo, poderá um curioso desavisado, "sair por aí dizendo que o Capital foi escrito antes de Marx concluir o curso universitário, depois foi pra Londres trabalhar na Gazeta Renana, no final da vida se aborreceu e passou a escrever uma tese sobre Epicuro, puto da vida com a Liga dos Comuns e com as conversas de Engels, com aquela mania de dialética..."

Curso - O Método em Marx






AULA 1 DVD 1


AULA 1 DVD 2


AULA 2 DVD 1


AULA 2 DVD 2


AULA 3 DVD 1


AULA 3 DVD 2


AULA 4 DVD 1


AULA 4 DVD 2


AULA 5 DVD 1


AULA 5 DVD 2

quinta-feira, 19 de abril de 2012

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"

Quanto mais uma pessoa desenvolve o senso crítico, mais essa pessoa se torna triste e tende a desenvolver, junto com a consciência crítica, uma úlcera estomacal.


E quanto mais uma pessoa se mantém usando apenas o senso comum, mais essa pessoa tende a se alegrar com qualquer coisa, pois qualquer "PÃO E CIRCO" a diverte.


Eu prefiro morrer infeliz e com uma grande ferida no estômago a me tornar um bobô alegre!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Arco Iris feito de fitas

Poesia dedicada com todo carinho a minha querida Mara Lídia:


Céu azul, meu chapéu de palha
Arco Iris feito de fitas
De uma estrela da cor do céu
Luz de encanto no ar se espalha
Deixa a vida mais bonita

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Como tudo acaba mal durante um Apocalipse Zumbi

Rússia confirma existência de arma que transforma pessoas em zumbis



Apocalipse zumbi (português brasileiro) ou apocalipse zombie (português europeu) é um cenário hipotético da literatura apocalíptica. Cultuado – e até mesmo aguardado – por muitas pessoas e com base na ficção científica e no terror, a expressão refere-se a uma infestação de zumbis em escala catastrófica, levando todas as sociedades ao colapso, e que rapidamente transformaria esta criatura no ser dominante sobre a Terra. Tais criaturas, hostis à vida humana, atacariam acivilização em proporções esmagadoras, impossíveis de serem controladas por forças militares, mesmo com os recursos atuais à disposição.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.











rsrsrsrsrsrs

terça-feira, 20 de março de 2012

Por que Serviço social?


Na verdade eu tenho a impressão que não escolhi o Serviço Social, mas que fui escolhido pelo Serviço Social.
Eu explico!
Sempre fui muito curioso e tive grande interesse em aprender tudo de tudo, mas a minha vida estudantil foi muito prejudicada por motivos variados. Houve momentos em que eu ficava muito triste, sentia-me roubado, no sentido literal da palavra, pois não tinha acesso ao conhecimento que sempre me atraiu, porém nunca desisti de continuar querendo saber mais e mais.
Em um desses momentos de crise fui apresentado a uma pessoa que foi determinante em minha trajetória de vida, por intermédio dela, que é uma assistente social e que se tornou uma grande amiga minha, eu comecei a trabalhar em uma ONG que tinha atividades no bairro da Terra Firme com formação profissional e geração de emprego e renda. Pude freqüentar vários cursos, fiz um treinamento, recebi formação e tornei-me Agente Comunitário de Orientação Profissional e em seguida, depois de fazer vários cursos de informática, tornei-me Instrutor de Informática.
Algum tempo depois fiz amizade com alguns estudantes de História da turma de 1996 da UFPA, até hoje nós mantemos essa amizade, eles sempre me incentivaram e estimularam o meu senso crítico, por causa deles eu, apesar de ter me afastado da militância política e do convívio social por conta de um problema de doença na família, nunca deixei de participar das discussões em torno do que acontecia no Brasil e no mundo, e neste contexto a Internet foi de extrema importância.
Fui contaminado pelo “bicho da história”, por conta de minha amizade com esses historiadores, e isso me influenciou quando fui escolher o curso para o qual prestaria o vestibular. No entanto não havia turma de história no horário vespertino, que é o único horário em que eu posso estudar, então optei por Serviço Social.
Eu planejei fazer um cursinho preparatório durante este ano de 2012, já que fazia muito tempo que eu havia concluído o ensino médio, só faria o vestibular no próximo ano, porém, na ultima hora, resolvi fazer o vestibular deste ano só para ver como era. Então, para minha surpresa e alegria, eu fui aprovado.
Hoje, depois de refletir melhor sobre o assunto, eu percebi que o curso de História me limitaria a dar aulas e ou pesquisar. Já o curso de Serviço Social abre um leque muito maior de possibilidades, pois eu sou funcionário da SESMA, aprovado no concurso público de 2002, com lotação no HPSM Mário Pinott há dez anos, depois de formado eu posso fazer um concurso para o cargo de Assistente Social e trabalhar no mesmo local, fazer uma especialização e dar aulas de sociologia, sendo que em ambas as situações eu estarei trabalhando com pessoas, acolhendo-as, orientado-as, encaminhando-as, despertando e estimulando nelas o senso crítico, a participação política e tentando ser para essas pessoas o que aquela assistente social foi para mim, pois ela fez a diferença na minha vida.
Eu sou fruto desse processo de inserção social e sei que um bom profissional pode mudar para melhor a vida de muita gente.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A todas as mulheres

Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, aproveito para parabenizar todas as mulheres que foram de extrema importância em minha vida e, em especial, faço uma homenagem à mulher que mais amei e a quem devo tudo que sou e que sei. Ela me deixou em uma terça feira, 9 de março, dia em que ela estaria completando 79 anos. Amanhã fará um ano de sua partida, mas nesse período não houve um só dia em que eu não lembrasse do seu rosto, não sentisse o seu cheiro, não ouvisse a sua voz e não sentisse muitas saudades.


EM MEMÓRIA DE MINHA MÃE
Nasci-te (Manuela Amaral)


No meu ventre de mulher cresceu teu feto
e foi a minha boca que te deu palavras 
e silêncios para tu gritares 
Dos meus braços multipliquei teus braços 
e dei distâncias para tu voares 
Dei-te tempos-de-nada 
medidos de coragem 
E foste. E és.


Francisca Lopes Sodré, minha bisavó.
Marcerina Lopes de Souza, minha avó.
Ecy Lopes Valente, minha tia.
Maria Lopes de Souza, minha tia.
Eliana Lopes dos Santos, minha irmã.
Eliete Lopes dos Santos, Minha irmã
Estefania, minha primeira professora.
Aldair, minha segunda professora.
Sônia, minha terceira professora.
Maria José Barra, minha quarta professora.
Leda, minha professora de língua portuguesa no ensino médio.
Vanuza de Fátima Rodrigues, minha esposa, mãe do meu filho e minha companheira nas lutas e desafios dessa vida.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ao meu cunhado-irmão


Há cerca de trinta e três anos uma pessoa muito especial entrou para o convívio de minha família. Nonato era o seu nome, porém muitos amigos o chamavam de Paleco, mas para mim e meus irmãos ele sempre foi o Natinho, nosso cunhado mais velho (esposo da irmã mais velha).
Natinho era brincalhão, alegre, irreverente, gaiato, festivo e, por incrível que pareça e por mais contraditório que soe, conseguia ser tudo isso sem deixar de ser extremamente rabugento e ranzinza.
Com o passar do tempo ele foi conquistando a todos nós, tornou-se, além de cunhado um irmão e, para mim em particular, um pouco pai, pois quando ainda era criança morei um tempo com ele e minha irmã.
Ele ensinou-me a gostar de violão, instrumento que tentei aprender a tocar, porém desisti diante de minha total falta de talento pra coisa. Através dele fui apresentado às obras de Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Adoniran Barbosa, Lupicínio Rodrigues, Gonzaguinha, Ruy Barata e Paulo André Barata entre outros grandes nomes de nossa música popular brasileira.
Estava sempre perto de nós, nos momentos de grande alegria e comemoração, mas também nos momentos de tristeza e desespero. Por conta de sua irreverência ele sempre conseguia aliviar a tensão dos momentos de angustia, era do tipo que contava piadas em velório e até conseguia arrancar sorrisos dos rostos das pessoas que estavam com o coração chorando de tristeza. E por ter essa habilidade, sua presença sempre foi de grande ajuda nessas horas.
Nos últimos cinco anos freqüentemente me dizia que eu não poderia morrer antes dele, pois as suas roupas não caberiam em mim (piada interna).
Posso dizer que com o Natinho eu aprendi, também, a rir e fazer pouco da cara da morte, isso mesmo, meu cunhado-irmão estava cagando e andando para a morte, zombava dela como quem zomba de uma criança tola, mas que acha que é esperta. Ele chegou a mostrar-me o caixão no qual gostaria de ser sepultado e sempre disse em alto e bom som que gostaria que seu velório fosse feito com muita música e com amigos cantando. Na verdade esse pedido não me chocou, pois ele sempre foi um boêmio, era apaixonado por samba e sempre demonstrou isso. Mas o pedido que não esqueço e que eu sempre achei mais engraçado e, talvez, o mais difícil de realizar era que fossem convidadas mulatas da "Embaixada de Samba Rancho Não Posso Me Amofiná” para sambar no seu velório. Toma-te!
Foi muito bom termos convivido com esse nosso querido rabugento, sentiremos a falta dele, mas o teremos sempre perto, em cada lembrança, em cada saudade...