"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Dor, medo e desespero

    Numa quinta feira, 02 de dezembro deste ano, comecei sentir dores no tornozelo e entrei com a medicação que usei no pós operatório (Bexai de 12/12h, Lisador de 6/6 se dor, Flavonid de12/12h). A partir de sábado (04/12), por orientação de um amigo ortopedista, já que a minha ortopedista só atende as terças feiras, comecei usar Azitromicina no lugar onde a extremidade de um dos pinos se fez protuberante e uma pomada chamada Trok-N.

    Na segunda feira (06/12) pela manhã, ao baixar o pé para tomar banho, a secreção (que fazia a dor e a protuberância na extremidade do referido pino) achou por onde sair. Vanuza fez leve pressão na área para que a secreção saísse, limpou com álcool, colocou gaze e atadura e a dor diminuiu. Almocei e dormi, acordei com febre, dor no local e percebi que a meia estava manchada, sinal de que ainda está com secreção.

    A minha ortopedista não poderia me atender na terça feira (07/12), pois estava viajando em um Congresso de Ortopedia, ficando a consulta para o dia 14/12, como já estava previsto. Fiquei assustado com a possibilidade disso se agravar. Estava esperando a Vanuza chegar do trabalho, fazer o curativo e irmos à emergência.




Reta final da graduação

    Em novembro de 2017, na aula de Análise de Indicadores Sociais, em um dos laboratórios do ICSA, entrando na reta final do curso de Serviço Social. A gente sofria juntos e se divertia juntos. Eu não poderia ter sido adotado por uma turma melhor.

    Nos próximos meses minha vida se resumiria à:


- Plantão normal.


- Plantão extra.


- Estágio.


- Aula.


- Diário de Campo.


- Reconhecimento da Instituição.


- Plano de Estágio.


- Projeto de Intervenção.


- Relatório Semestral.


- Pré Projeto de TCC para construir.


- Resenha para elaborar.


- Apresentação de Seminário para expor.


- Visita Monitorada para fazer.


E ainda era o penúltimo semestre do curso. 


Sobrevivi...





    Depois de completar 50 anos em 2020, em meio à pior fase da pandemia de Covid 19, no dia 06 de novembro deste ano eu completei 51 anos, em meio a um processo de recuperação cirúrgica cheio de dores. Mas, apesar das dores, só tenho que comemorar ter sobrevivido ao ano 2020 e ter podido fazer essa cirurgia em 2021.

    Estando eu sem nenhuma vontade de sair de casa, a comemoração ficou restrita ao nosso cafofo. E já que um peido não é nada quando se está todo cagado, eu, que já estava acima do peso por conta da impossibilidade de fazer atividades físicas, decidi ser feliz e comer macarronada no almoço e pizza na janta, tudo acompanhado por uma deliciosa Coca-Cola. Chicão achou ótimo, Vanuza concordou e, além de fazer a macarrona do almoço, dividiu com o Vinicius os custos da pizza da janta. Ao aniversariante só coube aproveitar e se deleitar. Só tenho a agradecer por tudo. Pela família linda e pelos amigos maravilhosos com os quais eu enfrento as cobranças e os desafios impostos no dia-a-dia. Agradeço também pela oportunidade de estar mais um ano aqui.

    No período que antecede o meu aniversário eu sempre fico com saudade dos tempos idos e procuro recordar os acontecimentos que me trouxeram até o atual momento. Tudo o que aconteceu em minha vida até aqui, tanto as coisas boas quanto as ruins, serviu para que eu fosse essa pessoa que hoje sou. Se eu pudesse voltar ao passado, não mudaria nem uma virgula dessa história. Por isso é bom ter esse tipo de lembrança para ver e compartilhar com os amigos. Isso mostra o quanto nós vivemos e mudamos com a vida. A vida é isso, uma constante mudança. Algumas vezes para melhor, outras vezes para pior.

    Nada é para sempre, nem a dor nem o prazer. O prazer pode trazer consequências ruins, assim como a dor é um mal necessário e serve para nos alertar quando algo está errado. O importante é ir vivendo, tendo prazer, sentido dor, amando (de preferência) e odiando (por que ninguém é santo, muito menos eu). "Que seja infinito enquanto durar!" (o prazer). E se a dor é necessária e inevitável, então que a dor venha e não demore a ir embora!

    Obrigado pelas felicitações feitas na minha TL, por terem suportado todos os meus defeitos e falhas (sei que muitas vezes não sou fácil de lidar) e por terem conseguido ver as poucas qualidades que eu possuo. Valeu!




QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA

    Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.

    Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira. Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz. As reuniões de Natal, regadas com o cheiro a tinta fresca, que cada ano que chegam, pensamos “...e se essa for a última vez”? É difícil aceitar que isso tenha um prazo, que um dia tudo ficará coberto de poeira e o riso será uma lembrança longínqua de tempos talvez melhores.

    O ano passa enquanto você espera por esses momentos, e sem perceber, passamos de crianças abrindo presentes, a sentarmos ao lado dos adultos na mesma mesa, brincando do almoço, e do aperitivo para o jantar, porque o tempo da família não passa e o aperitivo é sagrado. A casa dos avós está sempre cheia de cadeiras, nunca se sabe se um primo vai trazer namorada, porque aqui todos são bem-vindos. Sempre haverá uma garrafa térmica com café, ou alguém disposto a fazê-lo. Você cumprimenta as pessoas que passam pela porta, mesmo que sejam estranhas, porque as pessoas na rua dos seus avós são o seu povo, eles são a sua cidade.

    Fechar a casa dos avós é dizer adeus às canções com a avó e aos conselhos do avô, ao dinheiro que te dão secretamente dos teus pais como se fosse uma ilegalidade, chorar de rir por qualquer bobagem, ou chorar a dor daqueles que partiram cedo demais. É dizer adeus à emoção de chegar à cozinha e descobrir as panelas, e saborear a “comida da nona”. Portanto, se você tiver a oportunidade de bater na porta dessa casa e alguém abrir para você por dentro, aproveite sempre que puder, porque ver seus avós ou seus velhos, ficar sentado esperando para lhe dar um beijo é a maior sensação, maravilhosa, que você pode sentir na vida.

    Descobrimos que agora nós temos que ser os avós, e nossos pais se foram, nunca vamos perder a oportunidade de abrir as portas para nossos filhos e netos e celebrar com eles o dom da família, porque só na família é onde os filhos e os netos encontrarão o espaço oportuno para viver o mistério do amor por quem está mais próximo e por quem está ao seu redor. Aproveite e aproveite a casa dos avós, pois chegará um tempo em que na solidão de suas paredes e recantos, se fechar os olhos e se concentrar, poderá ouvir talvez o eco de um sorriso ou de um grito, preso no tempo. De resto, posso dizer que ao abri-los, a saudade vai pegar você, e você vai se perguntar: por que tudo foi tão rápido? E vai ser doloroso descobrir que ele não foi embora ... nós o deixamos ir ...

    (Autor Anônimo)

O Método em Marx

    Meu nome é Idalécio Lopes dos Santos, sou brasileiro de Belém do Pará, casado com Vanuza Rodrigues, tendo um filho biológico chamado João Francisco (Chicão) e vários filhos e filhas de coração. Durante a minha vida tenho desempenhado várias profissões (As veze mais de uma ao mesmo tempo) e nunca digo que FUI tal profissional, digo que ainda SOU, apenas não estou exercendo a profissão e, por conta disso, posso estar desatualizado em alguns aspectos. Já atuei como Vendedor de Picolé, Camelô, Ator (Palhaço e outros personagens) Animador de Festas Infantis, Agente de Orientação Profissional, Instrutor de Informática, Cinegrafista, Roteirista, Produtor, Técnico em Iluminação, Editor de Imagens, Agente de Portaria, Atendente de Farmácia, Copeiro e Assistente Social.

    Sendo oriundo da Classe Trabalhadora, eu não poderia me encontrar em outra posição ideológica dentro do Espectro Político, senão à Esquerda. E sendo Marxista e Assistente Social, não poderia deixar de me posicionar de forma intransigente na defesa da Justiça Social e dos direitos da Classe Trabalhadora.

    O Serviço Social brasileiro pós Reconceituação, é hegemonicamente Marxista. E são em suas dimensões Teórico Metodológica, Ético Política e Técnico Operativa que se baseia a nossa prática. É na Teoria Social de Marx que me baseio, tendo o Materialismo Histórico Dialético como Método, para fazer as minhas análises sociais. Para operacionalizar essas análises, muitas vezes faço uso de técnicas e instrumentos de pesquisa que me permitem qualificar e quantificar determinado Fenômeno e/ou Processo Social, principalmente quando a análise precisa ser mais aprofundada. E é na dimensão Ético Politica que encontro a bússola para nortear o meu Exercício Profissional na direção de um Projeto Societário que combata a exploração do homem pelo homem e estimule a Inclusão e a Justiça Social.

    Sou Classe Trabalhadora, sou Assistente Social, sou de Esquerda, sou Marxista sou Anti Bolsonarista e totalmente contra a Ideologia NaziFascista da Extrema Direita Bolsonarista que está infiltrada em vários setores e grupos da sociedade brasileira. Mas, para ser tudo isso, foi necessário eu saber de onde eu vim, onde eu me encontrava e quais as Determinações Histórico Sociais me trouxeram até aquela condição. E o Serviço Social me proporcionou esse conhecimento. Por isso, entre as coisas que me deixam chateado, estão as falas, com base no senso comum, que são feitas contra o Marxismo. Na maioria das vezes são análises rasas de quem não sabe o mínimo do que está falando, mais insiste em falar do que não sabe.

    Diante de tudo o eu disse acima e levando em conta o momento histórico no qual estamos, momento este que é de DEMONIZAÇÃO da política e DESQUALIFICAÇÃO do debate político, decidi compartilhar com os amigos essa postagem que fiz há algum tempo aqui no meu Blog e espero que ela ajude na compreensão do que é o Método em Marx e a que ele se propõe.


Veja mais aqui:

https://memoriasdeumbebadoconsciente.blogspot.com/2012/04/curso-o-metodo-em-marx.html?m=1

Super Homem e Clark Kent

Foto feita em julho de 2014...




Meu pedacinho de chão

    Tornar-se pedra e ficar para sempre no lugar que mais gosta. Assim gostaria de ficar eu, sentado, lendo à beira de um barranco, na Praia da Enseada, em Cametá Tapera, Cametá. Esse é o meu lugar favorito em todo o mundo...