"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

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"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Vinte e um dias apos a Artrodese Tibiotalar

    Em 27 de agosto a cirurgia feita no meu tornozelo completou três semanas. Foram ate entao vinte e um dias sem pisar com o pé direito. Eu havia ficado a maior parte do tempo deitado com o pé para cima e nunca pensei que seria tão difícil ficar assim. É muito estressante perder a autonomia e depender de outras pessoas para realizar tarefas simples do dia à dia, como deslocar-me ao banheiro. O uso de muletas, robô foot e cadeira de banho também se fez necessário. Estava muito ansioso pela chegada da terça feira, dia trinta e um, dia em que eu tinha consulta com a ortopedista. Momento de tirar os pontos e receber recomendações sobre os próximos passos do tratamento.



    Eu sabia que ainda teria de esperar mais dois meses para começar pisar. Depois teria de fazer fisioterapia para reaprender andar. Infelizmente, jogar capoeira nunca mais. Agora só natação. Mas, nem sei se vou poder fazer disputa com os amigos. Pois, para a pernada funcionar é preciso estender os pés. Porém, com os pés em noventa graus, a pernada dá ré. Ou seja, equanto a perna esquerda me impulsionará para frente, a perna direita me puxará para trás. Contudo, poderei continuar treinando apenas como exercício aeróbico e assim manter sob controle as taxas de glicose e colesterol.

    Não posso reclamar, pois sei que existem coisas bem piores. Vamo que vamo!

    As etapas do pós operatório:

1) Recuperação.

2) Começar a pisar

3) Fisioterapia para reapreder andar.

4) Voltar às atividades profissionais.

5) Reiniciar os exercícios físicos diários, agora com adaptações e modificações de acordo com a minha limitação.

    É isso!

Sete dias apos a Artrodese Tibiotalar

    Como eu ja falei na postagem anterior, no dia 06 de agosto eu me submeti a uma cirurgia no tornozelo, esta foi necessária para retirar tecido necrosado e amenizar as dores causadas por uma artrose resultado de uma fratura antiga e mal curada. A cirurgia durou quatro horas, o nome do procedimento é ARTRODESE TIBIOTALAR e consiste em realizar uma fusão completa entre a tíbia (osso da perna) e o tálus (osso do pé), eliminando assim os movimentos de flexão e extensão.

    Estas imagens sao do dia 13 de agosto, sete dias apos o procedimento cirurgico, quando fiz a primeira avaliaçao pos cirurgica.


    

    Perdi os movimentos do tornozelo e meu pé ficou num ângulo de noventa graus com a minha perna, fixo por três pinos. Mas pretendo ganhar em qualidade de vida, pois ninguém merece viver com dor. Não mais poderei correr e nem jogar capoeira. Além disso, terei de reaprender a andar, agora com a limitação.

    Apesar de apreensivo, fico grato por ter tido acesso ao tratamento de qualidade. Tranquiliza-me estar sendo acompanhado por uma ortopedista que, além de especialista em problemas de tornozelo, é super competente e atenciosa. Não está sendo fácil e eu sempre soube que não seria. Estou tomando, além de anti inflamatório, muita medição para conter a dor que é imensa. Ao final desta avaliaçao, foi marcada outra avaliaçao para o dia 31 de agosto.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

"Mocotó" pronto!

    No dia 06 de agosto eu me submeti a um procedimento cirurgico no tornozelo. Foram quatro horas de cirurgia para retirar tecido necrosado, tratar a artrose e colocar três pinos. Ai estou eu, curtindo o incômodo do pós operatório, mas tomando as medicações para aliviar a dor. Vida que segue...


        Ali perto, dormindo no sofa, estava a minha magrela.
        Vanuza e eu, na saúde e na doença, sempre juntos.💙💜



Festa do MOJOPAM

    Em 30 de agosto de 2020 os amigos, que ha vinte e cinco anos fizeram parte do MOJOPAM (Movimento Jovem do Parque amazonia), realizaram uma reuniao para confraternizar e festejar a amizade. Hoje podemos chamar o grupo de MOCOPAM (Movimento de Coroas do Parque Amazonia).


    Meus sobrinhos e sobrinhas, que são um pouco filhos e também irmãos, participaram do MOJOPAM na decada de 90, junto comigo. Só faltou o Alemão, o sobrinho caçula...



Prisões...

    O homem, sem asas, aprisiona o vôo e prende seus olhos à tela do celular.
    O pássaro, impedido de voar, observa tudo.
   Enquanto isso o gato, sem dono e pretensamente livre, está preso a um desejo de poder saltar bem alto.




terça-feira, 26 de janeiro de 2021

De Bach a Butantan


    Quem diria que lá em 2018 a flauta da "Partita em Lá Menor" de Sebastian Bach, depois de 300 anos, iria ser tão envolvente a ponto de mexer com a mente das novinhas e deixa-las salientes? E quem diria que neste início de 2020 a mesma flauta de Bach, que havia sido resgatada pelo MC Fioti lá em 2018, seria revisitada, atualizada, remixada e iria ser tão benéfica para a divulgação de uma vacina que está ajudando salvar milhares de vidas?




    Quem diria que o Funkeiro MC Fioti faria mais pela divulgação da música de Sebastian Bach do que muitos músicos puristas? E quem diria que ele faria mais pela Saúde Pública do que o presidente do Brasil e seu Secretário de Saúde?

MC Fioti - Vacina Butantan
Remix Bum Bum Tam Tam (KondZilla)



domingo, 6 de dezembro de 2020

"A favela venceu! O ED voltou!


    Esta foi uma verdade deliciosa de ouvir. Estava em um áudio num Grupo de Amigos do Parque Amazônia.

    Sábado, véspera da eleição municipal, eu fui para o Parque Amazônia, área de ocupação que fica localizada no bairro da Terra Firme, próximo à UFPA, e que teve origem no fim da década de 80 e foi apoiada pelo então deputado estadual Edmilson Rodrigues. Eu morei lá entre os anos de 1994 e 1997 e participava do MOJOPAM (Movimento Jovem do Parque Amazônia), Grupo de Jovens idealizado pelas lideranças do Centro Comunitário do Parque Amazônia. Hoje o Centro Comunitário não mais existe e os jovens da década de 90, agora são senhores e senhoras pais e mães de família. Muitos não moram mais na área, mas sempre estão por lá. Afinal, o MOJOPAM nunca deixou de existir, pois ele não está limitado à idade de seus membros fundadores e nem à existência do Centro Comunitário. O MOJOPAM é uma ideia viva. Uma ideia que nos une em torno de Ações Solidárias e de Confraternização entre os moradores da área.




    A minha ida ao Parque Amazônia, no sábado véspera da eleição, foi para encontrar outros membros do MOJOPAM e realizarmos uma Ação Solidária. A Ação Solidária aconteceu e foi um sucesso. Arrecadamos uma boa quantidade de alimentos para uma senhora que se encontra com câncer e é moradora do "Abrigo", outra área de ocupação que fica próxima à UFPA.



    Entregamos os alimentos à moradora beneficiada e nos reunimos a tardinha no Bar da Claudete, que também fica no "Abrigo". Foi um momento de comemorar o sucesso da Ação Solidária e falarmos sobre a eleição do dia seguinte. Na caixa amplificada tocava repetidamente o Jingle da Campanha do #ED50 e o povo todo cantava junto. Foi lindo.



    O ED voltou!

    O ED voltou!

    O ED voltou!

    Do "Abrigo" voltamos para o Parque Amazônia e lá visitamos a Suely, que foi presidente do Centro Comunitário do Parque Amazônia na época em que eu morava lá. Nos abraçamos e matamos as saudades. Afinal, ali estavam reunidos as antigas lideranças (Suely, Dona Branca e eu) e também o Zinho e o Leomir, que são filhos do seu Lauro, outra liderança da época.


    Paramos na Perimetral, em um bar, e adivinhem o que se ouvia entre um e outro sucesso das aparelhagens.

    Sim! Isso mesmo!

    O ED voltou!

    O ED voltou!

    O ED voltou!

    Parecia que eu tinha voltado no tempo até a primeira eleição do Edmilson Rodrigues à prefeito de Belém. Ali era a periferia se reconhecendo em uma liderança política. Era a periferia se sentido representada. Foi de arrepiar e a essa hora o coração pulsava como uma barrica nos Arrastões do Pavulagem.

    Deixei os meus amigos na Perimetral e desci pela rua Universal para pegar a Ligação e chegar à minha casa que fica na Comissário, próximo à Praça da Terra Firme. Mas, na universal eu fui parado na casa do meu amigo Mongol que estava reunido com outros queridos amigos. Não pude resistir a sequência de Rock Nacional e Internacional.


    Nem sei que horas eu cheguei em casa. Só sei que eu estava bêbado, feliz e de alma lavada.

    No domingo eu estava de plantão noturno no Pronto Socorro e não pude comemorar a vitória da favela, a vitória do #ED50. Mas, a verdade é que eu já havia comemorado antecipadamente, no dia e noite de sábado.

    Sim!

    A favela venceu!

    O ED voltou!