Em 27 de agosto a cirurgia feita no meu tornozelo completou três semanas. Foram ate entao vinte e um dias sem pisar com o pé direito. Eu havia ficado a maior parte do tempo deitado com o pé para cima e nunca pensei que seria tão difícil ficar assim. É muito estressante perder a autonomia e depender de outras pessoas para realizar tarefas simples do dia à dia, como deslocar-me ao banheiro. O uso de muletas, robô foot e cadeira de banho também se fez necessário. Estava muito ansioso pela chegada da terça feira, dia trinta e um, dia em que eu tinha consulta com a ortopedista. Momento de tirar os pontos e receber recomendações sobre os próximos passos do tratamento.
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
"A liberdade jamais e dada pelo opressor, ela tem que ser conquistada pelo oprimido"
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
Vinte e um dias apos a Artrodese Tibiotalar
Sete dias apos a Artrodese Tibiotalar
Como eu ja falei na postagem anterior, no dia 06 de agosto eu me submeti a uma cirurgia no tornozelo, esta foi necessária para retirar tecido necrosado e amenizar as dores causadas por uma artrose resultado de uma fratura antiga e mal curada. A cirurgia durou quatro horas, o nome do procedimento é ARTRODESE TIBIOTALAR e consiste em realizar uma fusão completa entre a tíbia (osso da perna) e o tálus (osso do pé), eliminando assim os movimentos de flexão e extensão.
Apesar de apreensivo, fico grato por ter tido acesso ao tratamento de qualidade. Tranquiliza-me estar sendo acompanhado por uma ortopedista que, além de especialista em problemas de tornozelo, é super competente e atenciosa. Não está sendo fácil e eu sempre soube que não seria. Estou tomando, além de anti inflamatório, muita medição para conter a dor que é imensa. Ao final desta avaliaçao, foi marcada outra avaliaçao para o dia 31 de agosto.
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
"Mocotó" pronto!
No dia 06 de agosto eu me submeti a um procedimento cirurgico no tornozelo. Foram quatro horas de cirurgia para retirar tecido necrosado, tratar a artrose e colocar três pinos. Ai estou eu, curtindo o incômodo do pós operatório, mas tomando as medicações para aliviar a dor. Vida que segue...
Festa do MOJOPAM
Meus sobrinhos e sobrinhas, que são um pouco filhos e também irmãos, participaram do MOJOPAM na decada de 90, junto comigo. Só faltou o Alemão, o sobrinho caçula...
Prisões...
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
De Bach a Butantan
domingo, 6 de dezembro de 2020
"A favela venceu! O ED voltou!
Sábado, véspera da eleição municipal, eu fui para o Parque Amazônia, área de ocupação que fica localizada no bairro da Terra Firme, próximo à UFPA, e que teve origem no fim da década de 80 e foi apoiada pelo então deputado estadual Edmilson Rodrigues. Eu morei lá entre os anos de 1994 e 1997 e participava do MOJOPAM (Movimento Jovem do Parque Amazônia), Grupo de Jovens idealizado pelas lideranças do Centro Comunitário do Parque Amazônia. Hoje o Centro Comunitário não mais existe e os jovens da década de 90, agora são senhores e senhoras pais e mães de família. Muitos não moram mais na área, mas sempre estão por lá. Afinal, o MOJOPAM nunca deixou de existir, pois ele não está limitado à idade de seus membros fundadores e nem à existência do Centro Comunitário. O MOJOPAM é uma ideia viva. Uma ideia que nos une em torno de Ações Solidárias e de Confraternização entre os moradores da área.
A minha ida ao Parque Amazônia, no sábado véspera da eleição, foi para encontrar outros membros do MOJOPAM e realizarmos uma Ação Solidária. A Ação Solidária aconteceu e foi um sucesso. Arrecadamos uma boa quantidade de alimentos para uma senhora que se encontra com câncer e é moradora do "Abrigo", outra área de ocupação que fica próxima à UFPA.
Entregamos os alimentos à moradora beneficiada e nos reunimos a tardinha no Bar da Claudete, que também fica no "Abrigo". Foi um momento de comemorar o sucesso da Ação Solidária e falarmos sobre a eleição do dia seguinte. Na caixa amplificada tocava repetidamente o Jingle da Campanha do #ED50 e o povo todo cantava junto. Foi lindo.
O ED voltou!
O ED voltou!
O ED voltou!
Do "Abrigo" voltamos para o Parque Amazônia e lá visitamos a Suely, que foi presidente do Centro Comunitário do Parque Amazônia na época em que eu morava lá. Nos abraçamos e matamos as saudades. Afinal, ali estavam reunidos as antigas lideranças (Suely, Dona Branca e eu) e também o Zinho e o Leomir, que são filhos do seu Lauro, outra liderança da época.
Paramos na Perimetral, em um bar, e adivinhem o que se ouvia entre um e outro sucesso das aparelhagens.
Sim! Isso mesmo!
O ED voltou!
O ED voltou!
O ED voltou!
Parecia que eu tinha voltado no tempo até a primeira eleição do Edmilson Rodrigues à prefeito de Belém. Ali era a periferia se reconhecendo em uma liderança política. Era a periferia se sentido representada. Foi de arrepiar e a essa hora o coração pulsava como uma barrica nos Arrastões do Pavulagem.
Deixei os meus amigos na Perimetral e desci pela rua Universal para pegar a Ligação e chegar à minha casa que fica na Comissário, próximo à Praça da Terra Firme. Mas, na universal eu fui parado na casa do meu amigo Mongol que estava reunido com outros queridos amigos. Não pude resistir a sequência de Rock Nacional e Internacional.
Nem sei que horas eu cheguei em casa. Só sei que eu estava bêbado, feliz e de alma lavada.
No domingo eu estava de plantão noturno no Pronto Socorro e não pude comemorar a vitória da favela, a vitória do #ED50. Mas, a verdade é que eu já havia comemorado antecipadamente, no dia e noite de sábado.
Sim!
A favela venceu!
O ED voltou!












